quinta-feira, 24 de julho de 2008

Um livro ruim

Terminei de ler "Terra Imperial", de Arthut C. Clarke, mas vou ficar devendo as passagens dele por enquanto. Fui na biblioteca e peguei outro livro. Julguei pela capa e errei.

Achei o livro muito ruim. Escrito todo em um único parágrafo, do começo ao fim e muito, mas muito repetitivo. Cheio de rodeios.

Mas por que um comentário de um livro ruim?

Acho que descobri por que leio. Ler me distrai e não me deixa pensar. Só que, às vezes, pensar é bom... E deu tempo até de ver um "Inter 2 x 0 São Paulo"...

Tem uma pessoa por quem eu sinto saudade - 2 minutos e já é saudade - e, por esses dias, ela disse que tb tinha saudade de mim. Nossa, fui atingido por um estranho, bom - e quem sabe bobo também - sentimento de felicidade. Pensando ontem, porém, pela primeira vez me pareceu assustador ter alguém sentindo alguma coisa por mim (até então eu sequer acreditava que alguém pudesse sentir alguma coisa por mim).

Sim, assustador.

Não é o caso, eu sei, mas continuei pensando nisso. Pra algumas pessoas eu me sinto bem falando o que eu sinto. Só que eu sou (apaixonadamente) exagerado e um perfeccionista imperfeito. Exagero nisso também e acho que posso causar o efeito contrário: ao invés de fazer sentir bem, acaba dando a impressão de dependência e até de culpa quando quer (ou precisa) dizer um "não".

Dói um pouco pensar assim. Querer fazer tudo perfeito não é, necessariamente, fazer tudo ao máximo, talvez nem tudo certo.

Talvez seja tudo questão de fazer as coisas no momento certo...

E tudo começou com um livro ruim... e talvez ainda nem tenha terminado...

domingo, 13 de julho de 2008

Um dia depois de hoje

Uma frase que, solta, não parece ser importante. Frases desse tipo podem não ter muita importância pra quem fala (ou pra quem a escreve), mas causa uma coisa incrível em quem lê. São ditas sem perceber...

Li uma hoje, a pouco:
nos falamso melhor amanh
Simples assim.
Talvez o contexto, talvez as palavras ditas antes, talvez as palavras não ditas, talvez um sonho. Alguma coisa fez essa frase ter um impacto em mim.

Eu sei o que é. Chama-se esperança. Esperança no amanhã.

É não estar sozinho, não por acordar com alguém, mas saber (ou só ter esperança) que alguém acorda com vc no pensamento... e acordar com esse alguém correspondido no seu pensamento também.
É saber que existe a possibilidade - mesmo que remota - de encontrar aquela pessoa naquele dia.
É poder conversar, mesmo que só escrevendo, mesmo que só por uns minutos.

E o melhor de tudo: fazer planos. Sonhar.

Às vezes esperança dá medo. Assim como temos medo de cair quando estamos muito alto, mas jamais deixaremos de voar por ter medo de altura.

Mas, ao menos hoje, isso é a melhor coisa do mundo: sonhar, deliciar-me com o doce gosto do acreditar e lambuzar-me com o melhor sabor quando acontecer de verdade...

Cultura

Acabei de chegar em casa, fui assistir Tangos e Tragédias de novo. Simplesmente muito bom. Mas não é sobre isso, vou ficar devendo, eu sei...

Alguns sabem, a maioria não, mas enquanto eu assistia, uma parte do meu pensamento vagava pelo teatro. A peça foi no UcsTeatro. Pensei nas paredes, na acústica, nas cadeiras... tudo em perfeita ordem. Na mesma hora passou pela minha cabeça que muita gurizada estava tomando "cerva" num posto de gasolina naquela hora, nas reclamações de quem mora perto por causa do barulho e no fato de Caxias ser a capital da cultura (o que são poucos que sabem, e menos ainda os que concordam com o título)...

Mas, afinal, o que é cultura? O que pode ser considerado cultura?

Eu já bebi em postos de gasolina (bebi cerveja, não gasolina), e ainda saí dirigindo depois. Não faço mais isso, e não é por causa da lei... Sobre a lei, disseram também que beber faz parte da nossa cultura.

Pode até ser, mas que cultura é essa?

Adorei assistir - mesmo que certa pessoa não estivesse lá. Quero assistir mais, porque isso sim é diversão de verdade. Se me pedir o que quero, vou responder que quero isso, que quero esse tipo de diversão. Já me disseram que sou um cara de 40 anos escondido num de 21, e talvez eu seja mesmo. O que muitos chamam de cultura hoje é, na verdade, só mais um pouco de baderna... E isso é pensamento de velho, não é?

Sim, estou indignado. Antes eu ficava do lado dos baderneiros, achando que quem reclamava eram os "chatos". Hoje vejo diferente. O problema é que não sei o que estarei pensando amanhã...

terça-feira, 8 de julho de 2008

So say we all

Não podia deixar passar em branco, e quase ia esquecendo...

Eu adoro Battlestar Galactica. É uma série de ficção científica espacial irresistível. Parece futurista, mas mistura elementos do passado. Foi a única coisa até hoje que me fez não desgrudar da TV. É simplesmente incrível.

Uma das melhores cenas foi a "Manobra Adama". Veja por si só:






Download em AVI do 1º vídeo






Download em AVI do 2º vídeo

Agora, só em 2009. Eu assisti os 10 episódios da 4a temporada todos no domingo. Viciante!

Quer saber se eles encontram a Terra? Quer saber se os Cylons encontram a Terra? Assista. Quer companhia? Me convide! Ainda agora eu vibro com as cenas...

Eu gostei muito também do longa lançado entre a terceira e a quarta temporada: Razor. Bem no começo:
Você nasce, você vive, você morre.
Não há recomeços.
Não há uma segunda chance se você ferrar na primeira vez.
Pelo menos não nessa vida.
Dá pra ter uma idéia?

As inibições naturais podem fazer a diferença entre a vida e a morte numa batalha.
Quando você consegue isso... por quanto tempo foi preciso... então você é uma navalha.
E aí? Você é uma navalha?

Trabalhos de amor perdidos - Shakespeare

Terminei a quase 1 mês de ler William Shakespeare. Várias passagens não queria esquecer, mas não dá pra copiar o livro todo pra cá, então vão só algumas...

Ora, todos os prazeres são prazeres vãos, e o mais vão dos prazeres é aquele que, obtido com sofrimento, sofrimento recebe como herança. Como, por exemplo, concentrar-se dolorosamente na leitura de um livro na tentativa de encontrar a luz da verdade, enquanto a verdade nesse meio tempo traiçoeiramente cega a visão de quem lê.

(...)
Estudar o tempo todo é nisso que dá: a vaca vai para o brejo. Enquanto estuda para ter o que deseja, esquece de fazer o que deve. E, quando finalmente tem o que mais ameja, é como conquistar cidades com incêndios: o que se ganha é o que se perde.

(...)
A beleza tem seu valor fixado pelo olhar que a julga, e não anunciado pela propaganda vil que está na boca dos mercadores.

(...)
Alguns homens amam a sua adorável dama, enquanto outros se contentam com qualquer Joana.

(...)
Devo inspirar o teu amor? Eu poderia. Devo pedir o teu amor? Eu poderia. Devo exigir o teu amor? Eu o farei.

(...)
Embora detestemos os ventos, aguentamos o mau tempo.

(...)
Como nenhum elogio serve, qualquer elogio ofende.

(...)
Adeus, suas loucas. Vocês são inteligentes de um modo tolo.

Você se contenta com qualquer Joana? Eu não... agora não...

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Perfeição

Vamos celebrar
A estupidez humana
A estupidez de todas as nações
Não, esse post não é sobre música. É só uma tempestade de pensamentos inspirado pelo post em A Busca da Perfeição. É velho, eu sei, mas o blog serve pra gente desabafar também, não?

Se ler o post, vai entender o motivo de não gostar de tentar ser tão perfeito. Não que eu consiga, bem longe disso, mas quando penso em fazer alguma coisa pra "fechar com chave de ouro"... =/ é aí que as coisas dão errado.

Certo, estou pessimista nessa noite, mas já aconteceu 2x. Quando eu deveria correr, caminhei, me deixei alcançar, passou. Aconteceu. Só porque resolvi acompanhar, por educação ou cavalherismo. Separar deve ter doído, mas não sei - não em mim.

Outra é por não querer parecer distante. Por vezes, tenho medo de não ter sentimentos de verdade. Eu os tenho, mas quem disse que pra mim são suficientes? "Nas minhas relações pessoais eu estou sempre pensando que deveria ter agido diferente". Essa frase me pegou bem aqui: querendo ter agido diferente, pisei na bola (e o pior: outra vez do mesmo jeito).

No trabalho, está tudo bem, acho que como sempre esteve. Aqui essa busca não atrapalha... por enquanto...

É como a busca insana por um corpo perfeito... só que, comigo, é pelo comportamento perfeito. Droga de cabeça de bagre que eu tenho! eita!


Mas eu sobrevivo...

[FIM]

sábado, 21 de junho de 2008

Logitech Webcam - debian way e cores

Instale os drivers:
m-a a-i qc-usb

Depois de instalar, usei o gqcam pra ver e as cores estavam erradas. Pra solucionar, usei o v4l_tools:
wget http://www.raphnet.net/programmation/v4l_tools/v4l_tools-0.1.tar.gz
tar zxvf v4l_tools-0.1.tar.gz
cd v4l_tools-0.1/v4l_probe_palettes/
make

e depois, pra verificar (o /dev/video1 é o dispositivo da minha webcam logitech):
./v4l_probe_palettes /dev/video1

No gqcam, ainda precisei deixar algumas opções marcadas, em File -> Preferences -> Filters:

RGB -> BGR Conversion (marcado)
RGB (marcado)

Mais informações: http://www.raphnet.net/programmation/v4l_tools/

Fonte: http://www.marratech.com/forum/lofiversion/index.php/t671.html

Mais: deixei uma cópia desse tgz no adrive.com: http://www.adrive.com/public/e337215fe4cc581b8d933442c563780d7918a57d03e7d8880b666807e6e3b741.html